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Plano de aula de Literatura Portuguesa

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Plano de aula Atualmente, está cada vez mais difícil chamar a atenção dos alunos para os assuntos tratados em aula; ainda mais quando falamos de assuntos da Antiguidade. Dessa forma, o nosso objetivo com esse plano de aula, é esquematizar um momento de descontração e aprendizado para os alunos, trazendo o conteúdo de séculos passados, para a atualidade, mostrando como a Literatura é atemporal. O plano dará foco ao grande autor e dramaturgo português Gil Vicente, usando a contextualização como a nossa maior chave. Dados da aula Os objetivos dessa aula são: •Aguçar os conhecimentos do aluno acerca da vida e obra do autor. •Trabalhar os conceitos teatrais, propondo a vivência dos autos. •Estimular o aprendizado com um jogo didático. •Perceber a influência dos autos nos dias de hoje. Duração da atividade 1 aula de 60 minutos (Estimativa de tempo por aula das escolas estaduais regionais) Estratégia e formato da aula Esta aula será dedicada ao Gil...

Aplicação prática e descontraída do aprendizado sobre o Auto da Barca do Inferno

Agora é sua vez de colocar em prática o que aprendeu sobre Gil Vicente e uma de suas obras mais conhecidas: "Auto da Barca do Inferno" Para revisar e não restar dúvidas, deixaremos aqui o PDF do livro completo: https://www.luso-livros.net › 2013/03PDF E um vídeo, de uma apresentação feita por um grupo como requisito de avaliação, postado na plataforma YouTube: https://m.youtube.com/watch?v=rLOvid-3vJA Após essa consulta, você está pronto para testar seus conhecimentos. Temos então, dois quizes: https://quizizz.com/admin/quiz/58bb07337d6b2a0121b37756/auto-da-barca-do-inferno https://educacao.uol.com.br/quiz/2011/07/18/auto-da-barca-do-inferno.htm E por último, para descontrair, um caça palavras com os personagens-tipo do auto: http://www.sopaletras.net/?id=898 Até a próxima! Jeniffer Viana

Análise e Comentários da obra "Auto da Barca do Inferno"

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Auto da Barca do Inferno foi publicada entre a Idade Média e a Idade Moderna, em 1517, em um período de transição chamado  Humanismo .Os autos eram as peças mais famosas de Gil Vicente, que escreveu várias comédias baseadas no lema latino “ Ridendo castigat moris ” (Rindo corrigem-se os costumes).  A peça que iremos analisar, tinha como objetivo final, retratar a sociedade da época, fazendo assim alegorias de camadas ou classes sociais, com o intuito de trazer um ensinamento ou moral baseado nos ensinamentos cristãos. Usando a comicidade, a mensagem era levada e os audientes, que em grande maioria vivia da forma que Gil Vicente criticava, davam risada das suas próprias ações. O início da história se dá com duas barcas em um porto, a Barca do céu, que leva à salvação e vida eterna, e a Barca do inferno, que leva ao tormento e sofrimento eterno. Ambas baseadas na concepção cristã que, o que você faz em terra, determinará o seu destino. O personagem inicial é o D...

Curiosidades da Métrica de Gil Vicente

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Na nota que segue, abordaremos sobre curiosidades da escrita de Gil Vicente e de como sua métrica, que é uma mescla de métricas influenciou e ainda influencia nas obras. Para começo de conversa, conforme é muito dito quando se é retratado o renascimento, Gil Vicente é considerado o "pai" deste período histórico, uma vez que carrega consigo o domínio da arte, a sede do novo, ampliando a representatividade. Gil Vicente possuía uma vasta flexibilidade tratando-se de costumes e métricas da Idade Média e Renascimento, usando ambas as métricas para suas composições e obras. Suas obras transcenderam através do teatro medieval, que possui como característica a manifestação de valores sociais, religiosos, dentre outros que impõem ideologias, e ao mesmo tempo, Gil Vicente criava obras extremamente humanistas com um posicionamento crítico muito evidente, em busca de provocar a mudança e levar para suas obras a sua essência. Não é à toa que suas obras mais conheci...

Quem foi Gil Vicente ?

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Gil Vicente é considerado por muitos o pioneiro do teatro português, e a figura mais importante do movimento humanista, transição da Idade das Trevas para o Renascimento. Pouco se sabe com precisão sobre sua história por falta de documentos, mas de acordo com registros associados a ele, o autor nasceu em 1465, na cidade de Guimarães ou na região de Beira, Portugal e  morreu em 1536, em Évora. Sabe-se também que teve 5 filhos e foi casado duas vezes, dentre os filhos, destacamos Paula e Luís Vicente, os quais foram os responsáveis pela organização do primeiro compilado das obras de seu pai. Sua contribuição como dramaturgo foi desenvolvida em torno da corte Portuguesa, envolvendo os reinados de D.Manoel I e D.João III. Gil Vicente era um dos maiores animadores corte na época, não somente escrevia, como encenava sobre seus escritos. Sua primeira obra foi escrita em 1502, a peça "Monólogo do Vaqueiro" ou "Auto da visitação" representadas por ele, na câmara da...

Exposição do projeto trabalhado no 3° semestre para a APS de Literatura Portuguesa: Poesia. Supervisionado pela Prof. Drª. Lígia Menna.

1. Introdução A tecnologia vêm tomando cada vez mais espaço em nossa sociedade, já fazemos parte de uma sociedade pós-moderna que está continuamente globalizada. Com a evolução tecnológica e o aparecimento cada vez maior da internet em nosso dia a dia, hoje temos acesso a conteúdos acadêmicos; Com blogs, sites e vídeo-aulas; que antigamente só eram ministrados em escolas e universidades. Partindo desse princípio, nosso projeto visibiliza mostrar que a Literatura também pode se adequar dentre as novas tecnologias, e assim estabelecendo uma conexão entre eles. Podemos encontrar inúmeros sites e blogs que têm em sua plataforma PDF's, textos e vídeos sobre os grandes escritores presentes em nossa história. Escolhemos o autor Gil Vicente, primeiro grande dramaturgo português, como centro de nosso projeto. Faremos o uso deste blog (universoentretextos.blogspot.com) para postar a...

RELAÇÃO INTERTEXTUAL ENTRE ARTES: POESIA RETRATO, DE CECÍLIA MEIRELES E PINTURA AS VELHAS, DE GOYA

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É evidente a existência de uma relação entre as diferentes manifestações da arte. “Pintores, escultores, músicos, poetas, são levitas do mesmo templo. Servem, senão ao mesmo deus, pelo menos a divindades congêneres”. A correspondência entre pintura e poesia vem desde os tempos remotos e é alvo de pesquisas de vários estudiosos,Durante séculos, pintores buscaram suas inspirações nos temas literários e poetas tentaram pôr no papel – por meio das palavras – as imagens que as artes visuais ofereciam. Mas, mesmo sendo muito próximas, a literatura e as artes visuais, bem como a música. A seguir, destacamos o poema Retrato, de Cecília Meireles Retrato Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas e frias e mortas; eu não tinha este coração que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil: — Em que espelho ficou ...

Citação de Caio Fernando de Abreu na canção do duo Anavitória

Anavitória é duo de cantoras as quais representam grandemente a simplicidade da nossa MPB (Música Popular Brasileira). Contudo, além de cantarem, também compõem as próprias músicas e assim foi com "Fica", uma música lançada em meados de 2016. Trazendo à tona, mais uma vez, o romantismo visto em suas composições, as cantoras fizeram uma intertextualidade quando citaram Caio Fernando de Abreu e sua obra "Mel e girassóis" em "Fica". Este livro é muito conhecido na literatura Brasileira e traz uma série de significados para os que já o leram por descrever o casal romântico retratado na canção. Outra intertextualidade ocorre num pequeno trecho de Caio, conhecido por "Nós", que retrata um casal não quer se soltar de maneira nenhuma, querendo sempre a pessoa amada por perto, que sejam um nó que não desata. Assim como na música há a súplica para que a pessoa amada fique, e queira ficar com todos os detalhes do(a) parceiro(a), mesmo sendo um...

Exemplos de paródia e paráfrase em artes plásticas

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Podemos encontrar intertextualidade não somente em textos, na literatura, e até mesmo nas artes, ela é persistente, como no quadro Mona Lisa de Da Vinci, onde podemos encontrar inúmeros exemplos de paródia e paráfrase dessa obra tão famosa. Vejamos o exemplo: Mona Lisa , Leonardo da Vinci. Óleo sobre tela, 1503. Mona Lisa, autor desconhecido. Mona Lisa, de Marcel Duchamp, 1919. Temos aqui, dois exemplos de paródia, onde podemos perceber o tom humorístico e crítico envolvidos, a ideia original do texto foi alterada, tratando-se assim, de paródias. Obra do Museu Madame Tussauds, em Amsterdã. Juliana Paes em "Casa da mãe Joana 2". Já essas obras são paráfrases, não apresentam caráter cômico ou irônico, fazendo referência à obra Mona Lisa, sem haver alteração da ideia original do texto. Por último, também podemos encontrar um exemplo de paráfrase da obra, na canção "MonaLisa" de Jorge Vecílio. A seguir um pequeno trecho: ...

A terceira intertextualidade. Citação.

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A citação é uma intertextualidade que ocorre quando um autor transcreve um trecho de um texto de outro autor no próprio texto.  Geralmente, a citação é marcada pelo uso de aspas. Aqui uma tirinha super fofa com o texto de Gonçalves Dias. Vejam: Fonte: https://descomplica.com.br/blog/portugues/4-tipos-de-intertextualidade-que-voce-encontra-para-a-cancao-do-exilio-e-1-exemplo-de-como-isso-pode-ser-cobrado-no-enem/

A segunda intertextualidade da Canção do Exílio, Paródia.

Murilo Mendes, poeta modernista, alterou o sentido do texto original, deu um tom mais crítico à poesia e colocou uma pitada de ironia. Essas são características de uma paródia . Vejam: Canção do exílio Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam  gaturamos de Veneza. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista, os sargentos do exército são monistas, cubistas, os filósofos são polacos vendendo a prestações. A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. Eu morro sufocado em terra estrangeira. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia. Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade! Murilo Mendes Fonte: https://descomplica.com.br/blog/portugues/4-tipos-de-intertextualidade-que-voce-encontra-para-a-cancao-do-exilio-e-1-exemplo-de-como-isso-pode-ser-cobrad...

Três tipos de intertextualidade da Canção do Exílio, de Gonçalves Dias. A primeira, paráfrase.

Canção do exílio Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer eu encontro lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar – sozinho, à noite– Mais prazer eu encontro lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu’inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá. Gonçalves Dias Carlos Drummond de Andrade resolveu fazer uma paráfrase (tipo de intertextualidade) do poema de Gonçalves Dias, onde reproduziu parte do texto original com palavras diferentes, mas mantendo o mesmo sentido do poema de Gonçalves. Nova Canção do Exílio Um sab...